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RÓMULO, Nome de Código

I Antologia de Poetas Lusófonos

Lis & Lena (Saga Imaginária)

Tripeça

Uma frutinha boa... outra com bicho

Renascer em Córdova

In pulverem

O Legado de Mireia

Poema de Outono

O alto espaldar da cadeira de verga

O Odres

Boa viagem e até amanhã...

Cerco de arame farpado

O alto espaldar da cadeira de verga
Editorial Diferença, 2001

Levantou o cabelo castanho ondulado, de costas para ele, oferecendo-lhe com sensualidade o fecho de correr do vestido fino. Cingiu-a por trás, as mãos a trepar-lhe pelo corpo todo, apertando, beliscando, doendo ...
- Por favor, os seios ...
- Já sei, minha querida, os seios não.
- Oh! Não, por favor, os seios sim.
0 aroma exalado do seu corpo recendia, impondo-se aos do rosmaninho e do alecrim. Esgueirou-se-Ihe das mãos, deixando nelas o vestido aberto e tombou no leito de folhas, os braços para ele erguidos. Estendeu-se sobre ela, os olhos fixos no seu pescoço delgado e branco. Queria fechar os olhos e morrer ali, amando até doer aquele corpo estonteante, ardente e belo. Porém, antes que cerrasse as pálpebras, viu a mancha rubra, avivada agora pela emoção, alastrar-lhe perigosamente pelo corpo todo e contagiar o seu, num pressentimento de remorso e crime.

in 0 alto espaldar da cadeira de verga


© 2010 Luís Vieira da Mota | Todos os direitos reservados | by: Hugo Gameiro